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Política

Por 4 a 2, Justiça Eleitoral valida apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, nesta terça-feira (4), o apoio da federação União Progressista à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará.

Publicada em 05/08/26 às 10:27h - 11 visualizações

DN


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Por 4 a 2, Justiça Eleitoral valida apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes
Ciro ganha força para seguir com o projeto de voltar a ser Governador do Estado.  (Foto: Das agências)
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, nesta terça-feira (4), o apoio da federação União Progressista à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Com isso, Roberto Cláudio (União) e Capitão Wagner (União) seguem como candidatos a vice-governador e a senador, respectivamente. 
Com uma duração de quase 5 horas, o julgamento teve votação acirrada entre os desembargadores eleitores. Por 4 votos a 2, a Corte decidiu indeferir o pedido de anulação da convenção estadual da federação e reconhecer a deliberação da Executiva da sigla. 
Os desembargadores eleitorais Wilker Macedo Lima, relator da ação, e Leonardo Vasconcelos votaram pela anulação da convenção. Já os desembargadores eleitorais Emanuel Leite Albuquerque, José Maximiliano Machado Cavalcanti, Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior votaram contrários ao pedido.
O Tribunal julgou ação apresentada pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressista apresentaram a ação no dia 27 de junho, um dia depois do evento que oficializou a federação na oposição.
O argumento é de que as convenções estaduais individuais de cada partido decidiram pelo apoio à candidatura de Elmano de Freitas (PT), por isso a federação não poderia ter decidido apoiar a candidatura de Ciro Gomes. 
Anteriormente, o julgamento estava agendado para o dia 30 de junho, mas foi adiado para esta terça-feira — penúltimo dia do prazo eleitoral para oficializar as candidaturas para as eleições de 2026. A análise da Corte foi sobre a tutela de urgência feita no pedido de anulação. O relator da ação ainda deve agendar o julgamento do mérito da questão.
'Mais uma batalha vencida'
Presidente da Federação União Progressista, o ex-deputado federal Capitão Wagner disse que recebeu o resultado do julgamento "com muita serenidade". 
O PontoPoder acionou Moses Rodrigues, presidente do União Brasil no Ceará, e AJ Albuquerque, que preside o PP Ceará, para saber a posição deles sobre a rejeição do pedido de anulação. 
Ambos são aliados do governador Elmano de Freitas e defendem o apoio da federação à candidatura do petista à reeleição. Quando houver resposta, a reportagem será analisada.
Relator da ação vota pela anulação do apoio a Ciro 
O relator da ação no Tribunal, desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima, acatou a argumentação dos partidos e afirmou que a direção estadual da federação "não procurou harmonizar aspectos secundários ou preencher espaços não disciplinados nas atas".
"(A federação) substituiu elemento central da convergência consistente na coligação majoritária escolhida por terceira orientação que não fora aprovada por nenhuma das agremiações", acrescentou. 
Com isso, ele votou pela anulação parcial da convenção estadual da União Progressista apenas no ponto em que a federação havia decidido por estar na chapa da oposição nas eleições de 2026. 
Divergência reconhece 'validade' de apoio a Ciro
O desembargador eleitoral Emanuel Leite Albuquerque foi quem abriu a divergência, discordando da decisão do relator Wilker Macedo Lima, e "reconhecendo a plena validade da deliberação da convenção União Progressista".
Ele afirmou que a decisão tomada pela federação "não deriva de imposição externa à autonomia partidária, mas da própria autonomia exercida no momento constitutivo da federação, circunstância que reforça, e não contraria, a compatibilidade do regime federativo".
Para ele, portanto, "não é possível aos partidos federados atuarem em separado e à margem da federação em diferentes circunscrições".  (Fonte DN).



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